segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Resenha #07 — O Teorema Katherine (John Green)

O Teorema Katherine
Título original: An Abundance of Katherines
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 302

"Colin conhece Katherine. Katherine gosta de Colin. Colin e Katherine namoram. Katherine termina com Colin. É sempre assim.

Após seu mais recente e traumático pé na bunda, o Colin que só namora Katherines resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-garoto prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, com pura matemática, o desfecho de qualquer relacionamento.

Uma descoberta que vai entrar para a história, elevando Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. E também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso que ele espera."

Não sou fã de matemática e confesso que abri mão de ler o apêndice com as explicações da teoria de Colin; também não me esforcei para entender a lógica de seus gráficos. No começo o livro me pareceu um pouco monótono, mas a partir de um certo ponto conseguiu prender minha atenção e acabou me iluminando a vida  ok Marcela, sem exageros.

Esse foi o segundo livro que li de John Green e pude constatar que sua escrita é realmente fácil e gostosa, se encaixando perfeitamente na classificação Jovem Adulto da literatura. Em "A Culpa e das Estrelas", com todo o drama envolvido na história, às vezes acabamos deixando a técnica do autor passar despercebida. O que mais gostei em "O Teorema Katherine" foi a singularidade na forma de falar dos personagens. Hassan é cativante, e como melhor amigo de Colin (o protagonista, que chega a ser até um pouco mala), faz o papel perfeito de consciência do garoto e nos diverte em meio às crises do jovem, chutado por 19 Katherines e deprimido nerd.

Como disse anteriormente, o início da leitura foi pouco empolgante e até achei que seria difícil concluí-la. Mas valeu a pena. Após Lindsey surgir na história — a caipirinha que já foi de tudo, menos autêntica até conhecer esses dois garotos —, as coisas começam a ganhar emoção. 

Quando disse sobre o livro ter iluminado minha vida, acontece que fiz uma comparação entre Colin e eu. Eu sou Colin e suas Katherines são todos aqueles romances mal sucedidos pelos quais passei na vida. E assim como ele segue um padrão (o nome), eu também devo seguir um padrão que deve ser mudado para que minhas chances de sucesso nessa área da vida aumentem. Sendo assim... BADALHOCA! Ok Marcela, você está passando dos limites. Pare de viajar, por favor.

Pois é, acabei contagiada. Uma leitura que começou sem graça e terminou como uma boa surpresa. John Green está ganhando meu respeito; espero melhorar ainda mais essa opinião com minhas próximas leituras do autor.

Obs 1: badalhoca é a o código usado por Colin e Hassan quando um dos dois estava passando dos limites na encheção de saco. Amei a fugging palavra.

Obs 2: fugging e derivados também são palavras usadas pelos dois em grande parte de suas conversas. Tem uma explicação para isso, mas basicamente ela substitui um palavrão.

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