segunda-feira, 3 de março de 2014

Resenha #15 — Introdução sobre A Torre Negra (Stephen King)

"A série A Torre Negra é composta por romances ao mesmo tempo realistas e visionários, portas de entrada para um universo fantástico que cultiva uma legião de fãs ao redor do mundo. Inspirados no universo imaginário de J. R. R. Tolkien, no poema épico do século XIX 'Childe Roland à Torre Negra Chegou' e repletos de referências à cultura pop, às lendas arturianas e ao faroeste, os livros compõem um eletrizante misto de ficção científica, fantasia e terror."


Stephen King. Esse nome sempre me foi familiar. Afinal, quando você é amante de filmes de terror, ocasionalmente acaba esbarrando com uma ou duas produções baseadas em um dos livros do cara. Por muito tempo eu me mantive naquela posição básica de quem sabe que existe um Stephen King e que ele está ligado ao terror; nada que a maioria das pessoas que tenha acesso a livros e filmes não saiba.

Não sei ao certo quando passei desse conhecimento básico para algo mais. Comecei a pesquisar sobre a vida pessoal do King, seus livros, filmes baseados nesses livros, contos, roteiros de séries... Entre tantas obras famosas e outras não tão famosas assim, a série A Torre Negra conseguiu uma atenção especial. Fiquei me perguntando como seria possível um cara que costuma escrever horror estender a mesma trama por sete livros sem perder o fio da meada e colocar tudo a perder. Isso, claro, antes de descobrir que A Torre Negra não é bem um horror...

Quando "descobri" A Torre Negra, eu ainda estava num estágio inicial de viciada em livros. Procurava fugir de trilogias, sagas e séries porque, de certa forma, achava "impossível" conseguir ler tudo sem levar anos e sem se perder no meio da história. Eu enxergava esse comprometimento com uma sequência literária algo ruim; uma forma de se prender na mesma história sem necessariamente ter vontade de lê-la — ideia totalmente equivocada, visto que, caso o primeiro volume não despertasse interesse, ninguém me obrigaria a ler os outros. E caso despertasse, ler os outros seria um prazer, e não uma "prisão". Explicações à parte, o fato é que, por mais curiosa que eu estivesse, naquele momento jamais me aventuraria nessa obra gigante, levando em conta também que os preços do autor não costumam ser nada acessíveis!

Pois bem, essa negação não durou muito tempo. Após ter entrado em grupos sobre livros no facebook e pesquisar ainda mais sobre King, em especial sobre essa série, decidi que eu precisava conhecê-la. De início a sinopse não me agradou muito; eu gostava do King por ele escrever um terror "palpável" — ou seja, baseado em medos reais/cotidianos —, e não fantasia. Também me parecia que misturar tantos elementos (fantasia, terror, faroeste, ficção científica) no mesmo lugar acabaria por deixar a obra um tanto confusa e sem sentido. Mas mesmo assim eu queria e até precisava conhecer para ter base suficiente se quisesse reclamar sobre essa confusão.

Um dia engoli meu orgulho soberbo e fiz uma boa compra de livros do King em uma edição de bolso. A ideia surgiu justamente pela tentação de comprar a coleção toda d'A Torre Negra de uma vez. E a aventura começou!

"Às vezes, quando faço palestras, peço a quem já leu um ou mais de meus livros que levante a mão. Pelo simples fato de se terem dado ao trabalho de estar lá — o que às vezes inclui a inconveniência de ter de chamar uma baby-sitter e ter de arcar com a despesa adicional da gasolina do velho automóvel —, não é de admirar que a maior parte dos presentes levantem a mão. Então, peço que mantenham as mãos levantadas se já leram uma ou mais histórias da Torre Negra. Quando digo isso, pelo menos metade das mãos invariavelmente se abaixa. A conclusão é bastante clara: embora eu tenha gastado uma excessiva quantidade de tempo escrevendo os livros da série nos 33 anos entre 1970 e 2003, relativamente poucas pessoas o leram. Aqueles que o fizeram, no entanto, ficaram apaixonados, e eu mesmo me senti consideravelmente assim — pelo menos a ponto de nunca deixar Roland escapar para aquele exílio que é a infeliz morada de personagens mal-acabados." (Stephen King, 2003)

Encontrei o trecho acima na introdução do primeiro volume da série. Hoje, que já terminei de ler os três primeiros volumes e estou no início do quarto, posso afirmar que a história de Roland em busca da Torre Negra é realmente apaixonante! E contrariando meu pré julgamento, apesar dos livros realmente contarem com muita informação e elementos variados, não existe nada que uma mente aberta e atenciosa não torne compreensível. Pelo menos nada escrito pelo King...

Não sei como conseguirei fazer uma resenha sobre os livros; se vou escrever algo pelo caminho a respeito dos que já li, conforme for lendo, ou se vou esperar terminar todos para tal. Mas de qualquer forma, é importante já deixar claro que será impossível escrever resenhas sobre esses livros sem spoiler. Falar que é fantástico, surpreendente e apaixonante seria vago demais. Mas, independente disso, sei que descobrir alguns acontecimentos em uma simples resenha não tiraria, de forma alguma, o encantamento de ler por si mesmo e viajar com Roland e seu ka-tet. Meu intuito é justamente o contrário: despertar a curiosidade em conhecer esse mundo singular e instigante.

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