quarta-feira, 16 de abril de 2014

Resenha #16 — O Diário de Suzana para Nicolas (James Patterson)

O Diário de Suzana para Nicolas
Título original: Suzanne's Diary for Nicholas
Autor: James Patterson
Editora: Arqueiro
Páginas: 223

"Depois de quase um ano juntos, o poeta Matt Harrison acaba de romper com Katie Wilkinson. A jovem editora, que não tinha qualquer dúvida quanto ao amor que os unia, não consegue entender como um relacionamento tão perfeito pôde acabar tão de repente.

Mas tudo está prestes a ser explicado. No dia seguinte ao rompimento, Katie encontra um pacote deixado por Matt na porta de sua casa. Dentro dele, um pequeno volume encadernado trás na capa cinco palavras escritas com uma caligrafia que ela não reconhece: 'Diário de Suzana para Nicolas'.

Ao folhear aquelas páginas, Katie logo descobre que Suzana é uma jovem médica que, depois de sofrer um infarto, decidiu deixar para trás a correria de Boston e se mudar para um chalé na pacata ilha de Martha's Vineyard. Foi lá que conheceu Matt. E lá nasceu o filho deles, Nicolas.

Por que Matt teria lhe deixado aquele diário? Agora, confusa e sofrendo pelo fim do relacionamento, é nas palavras de outra mulher que Katie buscará as respostas para sua vida.

O Diário de Suzana para Nicolas é uma história de amor que se constrói página por página. Cada revelação é mais uma nuance sobre seus personagens. Cada descoberta é mais um fio a ligar que o destino entrelaçou."

Foi em 'O Diário de Suzana para Nicolas' meu primeiro contato com Patterson; não o conhecia antes. Pesquisando a respeito do autor, descobri que ele faz grande sucesso com livros policiais e que esse, sendo um romance, surpreendeu vários de seus fãs.

O livro é escrito de duas formas: os momentos de Katie, narrado em terceira pessoa, e os momentos de Suzana, narrado em primeira pessoa, já que se trata da leitura de seu diário através de Katie. No início, com o sofrimento da Katie por ter sido largada por Matt e toda sua lamentação, senti que a leitura não fluía muito bem. Me pareceu clichê, trazendo descrições que justificam minha fuga de romances melosos estilo Nicholas Sparks até o momento. Depois, quando a leitura do diário se iniciou, a forma como Suzana foi narrando sua vida bela após o infarto também me pareceu boba demais, como se fosse um livro de auto ajuda para aqueles que querem ou precisam mudar de vida. Mas, como não sou de desistir de um livro apenas por um começo sem graça, fui em frente. E afirmo sem dúvida alguma que esse foi um dos melhores livros que li na minha vida! Após o momento em que Suzana conhece Matt (e descobrimos que ele é o nosso Matt), me apaixonei completamente pela história e não larguei mais até terminar.

Li o livro todo de uma vez, acredito que em torno de 4 horas. Confesso que nenhum outro livro havia me feito chorar tanto, com tanto sentimento, como esse fez — ainda bem que li de madrugada e estavam todos dormindo, não precisei me explicar para ninguém. Fiquei encantada com a sensibilidade do autor, tanto pela história em geral quanto pela forma como ele escreveu as partes do diário de Suzana com tanto realismo. E essa admiração é ainda maior sabendo que ele é famoso por obras policias, e convenhamos, é um homem descrevendo o amor de uma mãe.

Embora a história seja um romance doce, acredito que Patterson utilizou bem de seu talento para manter mistérios. Durante a leitura, mil coisas passam pela nossa cabeça sobre a situação e o que pode ter acontecido para Matt largar Katie. Acredito que o pensamento principal entre os leitores, em um primeiro momento, seja que ele traía Suzana com Katie e se arrependeu ou estava dando um tempo no casamento e acabou voltando para a esposa. Pois bem, conclusões simplórias demais... O final é surpreende!

O que mais me marcou nessa leitura foi realmente a forma como Suzana descrevia a vida naquele diário. Tudo que acontecia de bom com ela, por mínimo que fosse e apesar do problema de saúde permanente em seu coração, ela dizia para si mesma: não é uma sorte? A frase se repete várias vezes no livro. Ela mostra com isso o quanto devemos agradecer todos os dias por um dia a mais em nossa vida com as pessoas que amamos e as pequenas oportunidades que temos de ser feliz. Ok, isso ainda pode soar um pouco "auto ajuda", mas é impossível não se deixar levar por Suzana. Já que o diário era destinado a Nicolas, seu filhinho, fui capaz até de me sentir mãe, mesmo não tendo filhos. Como disse anteriormente, aquelas linhas passam um sentimento muito real! Cada declaração de amor ao pequeno, por mínima que seja, é encantadora.

Descobri o livro por acaso no facebook e digo de todo coração: não foi uma sorte?

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