segunda-feira, 23 de junho de 2014

Resenha #19 — O Exorcista (William Peter Blatty)

O Exorcista
Título original: The Exorcist
Autor: William Peter Blatty
Editora: Agir
Páginas: 333

"Inspirado em uma matéria sobre o exorcismo de um garoto de 14 anos, o escritor William Peter Blatty publicou em 1971 a perturbadora história de Chris MacNeil, uma atriz e mãe que está filmando em Georgetown e sofre com as inesperadas mudanças de comportamento de sua filha de 11 anos, Regan. Quando a ciência não consegue descobrir o que há de errado com a menina e uma nova personalidade demoníaca parece vir à tona, Chris busca a ajuda da Igreja no que parece ser um raro caso de possessão demoníaca. Cabe a Damien Karras, um padre da universidade de Georgetown, salvar a alma de Regan, enquanto tenta restabelecer sua fé, abalada desde a morte de sua mãe."


Eu, como fã mais do que declarada de terror, estava louca por esse livro há tempos!
O preço dele por aí é um tantinho salgado, e quando a gente passa a comprar mais livros do que é capaz de ler por mês, acaba aprendendo a caçar promoções. Acabei perdendo a primeira que encontrei porque o estoque acabou super rápido. Depois demorou séculos pra livraria renovar o estoque... Mas um dia eu consegui, finalmente.

Várias resenhas no Skoob acusam esse livro de ser extremamente aterrorizante. Tem quem diga que não conseguia dormir direito por causa dele, quem tenha percebido coisas estranhas na casa, e até quem tenha dado um fim do coitado porque "não queria mais essa coisa horrível dentro de casa". Eu já sabia que existem pessoas muito sensíveis/dramáticas com terror por aí (minha mãe é uma delas), mas não teve como segurar a empolgação e expectativa depois de ler tudo isso. Mesmo já tendo assistido ao filme, sabemos que livros são recheados de novas informações, então...

Fiz a leitura em três ou quatro dias. Procurei ler só durante a madrugada pra melhorar o clima, e até coloquei a música tema pra tocar no celular quando cheguei na parte onde o padre Merrin (o exorcista) chega na casa das MacNeil. Não durou muito porque ler ouvindo música atrapalha minha concentração, mas por alguns segundos foi bem empolgante.

No fim das contas, realmente achei o livro ótimo, mas não fiquei aterrorizada. Talvez porque já tinha visto o filme, ou porque realmente estou calejada com o tema, ou ainda porque ele não seja de fato tão pesado quanto algumas pessoas tenham achado. Mas, repito, o livro é ótimo! Assim como em outros livros e alguns filmes sobre exorcismo, o foco da trama parece estar no conflito entre fé e ciência, o que nos faz refletir muito sobre a vida e a complexidade da nossa existência. Isso sem contar o show de aulas de neurologia e psiquiatria que a obra trás. É fascinante tentar entender a mente humana e todos os efeitos colaterais que uma pequena alteração no "normal", seja psicológica ou biológica, pode causar em uma pessoa.

Agora, tecnicamente falando, nas primeiras páginas eu estranhei um pouco a escrita. Pareceu muito cheia de pontos, com frases extremamente curtas e pensamentos de personagens jogados no meio das descrições, tornando a leitura sem ritmo e um pouco confusa. Mas depois de algumas páginas acabei me acostumando. Até porque, temos que ter consciência de que escritores têm seus estilos próprios. Temos o direito de gostar ou não, mas eu não sou uma leitora que se incomoda muito com isso. Nunca desisti de um livro ou um autor por "não gostar do seu estilo de escrita".

Bom, pra finalizar, deixo registrado que O Exorcista foi adicionado ao meu histórico de leituras excelentes, super recomendada para quem gosta do gênero.

Nenhum comentário:

Postar um comentário