domingo, 14 de setembro de 2014

Resenha #22 — Atemporal (Rodrigo Mendes)

Atemporal
Autor: Rodrigo Mendes
Literatura Nacional
Editora: Novo Século
Páginas: 237

"ANO DE 2023.

Lucas, um jovem policial, encontra evidências de um crime não solucionado, cometido em 1983. O caso contém ligações com seu pai, um policial aposentado que se culpa desde então por não ter impedido tal homicídio que o marcou para a vida toda.

Disposto a desvendar o mistério e levar o assassino à Justiça, o jovem policial embarca em uma corrida contra o tempo, e, mesmo sofrendo ameaças, segue com a investigação, obtendo também a ajuda de um misterioso informante.

Em paralelo, ele acaba tendo acesso a uma poderosa conquista científica: a invenção de uma máquina do tempo que pode estar sendo usada por uma empresa para fins ilícitos. Porém, envolver-se nesse intrincado caso pode resultar em mudanças inimagináveis na vida de Lucas e na de todos ao seu redor."

Uma de minhas aquisições nacionais da Bienal, primeira delas (nacionais) que peguei para ler. O Rodrigo foi o primeiro autor com quem tive a oportunidade de conversar e ser apresentada ao livro. Quando ele me perguntou se eu gostava de suspense policial, perguntei: "Estilo Harlan Coben?". Ele respondeu: "Amo o Harlan Coben!". Unindo isso (a suposta influência que as obras de Coben poderia ter no desenvolvimento da trama) ao meu interesse pela sinopse, não pensei duas vezes na hora de adquirir o meu exemplar. 

É muito difícil fazer uma resenha de livros do gênero porque qualquer comentário sobre a história pode ser um spoiler tremendo! A cada página, um mistério é desvendado e aparecem outros três... Sendo assim, vou buscar me prender aos pontos fortes do livro sem falar muito sobre a trama em si. Apenas vou instigar um pouco mais a curiosidade entregando uma informação que o Rodrigo me deu na apresentação do livro: a plaquinha da capa, uma placa criada em 2023, foi encontrada no local do assassinato de 1983. E isso não é nada perto de toda surpresa que nos aguardam por essas páginas.

A leitura é rápida e dinâmica. Li em três dias, em meio a alguns compromissos que me deixavam sob a tortura da curiosidade e da queima da neurônios em busca de possíveis respostas. E, bem, digamos que de todas as possibilidades que pensei, consegui acertar uma e meia. E olhe lá! 

Realmente é uma obra muito bem inspirada por Coben no quesito suspense e surpresas, ganhando pontos extras pelas invenções tecnológicas futuristas. Na biografia do autor, descobrimos que ele é formado em Tecnologia, então por vezes me peguei pensando se aquelas coisas foram de fato apenas ideias malucas dele ou se já existem projetos para tal. Os personagens parecem tão reais que despertam a nossa afeição com muita facilidade, ou a nossa antipatia. Nos envolvem muito fácil, e esse envolvimento pareceu ainda maior pelo fato deu ter lido o livro no mesmo momento em que uma amiga que também comprou. Ficávamos conversando sobre eles como se realmente fossem conhecidos nossos; chocadas com as ações de vários, desconfiadas de muitos e sofrendo junto com alguns.

E no final, claro, fiquei de boca aberta. É aquele livro que você fecha e pensa "PRECISO FALAR SOBRE ISSO COM ALGUÉM URGENTE!". E por sorte, eu tinha a linda da Pâmela.

Literatura nacional, suspense policial ambientado em São Paulo. Incrível, surpreendente, super valeu a sorte de ter conhecido. São obras assim que me fazem ter orgulho da nossa literatura, que felizmente, vem ganhando maior visibilidade em território nacional, onde os bestsellers estrangeiros costumam ser prioritários.


Como já foi dito no facebook, repito: Rodrigo, estou esperando ansiosa seu próximo livro!

2 comentários:

  1. Obrigado Marcela!! Adorei sua resenha! E te respondendo, não, pelo menos eu não estou sabendo de nada com relação a produção das novas invenções... ou seja, foram todas ideias malucas minhas mesmo.. hahaha.. ;-)

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    1. Hahaha bom saber! Ganhou ainda mais pontos pela criatividade! :D

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