segunda-feira, 6 de abril de 2015

Resenha #25 — Um Mundo à Parte (Jodi Picoult)

Um Mundo à Parte
Título original: House Rules
Autora: Jodi Picoult
Editora: Verus
Páginas: 585

"Jacob Hunt é um adolescente com síndrome de Asperger, uma forma leve de autismo. Ele é péssimo para interpretar pistas sociais e se expressar diante dos outros e, como muitas pessoas com essa condição, tem fixação por um único tema — no caso dele, análise forense. Jacob vive aparecendo em cenas de crimes, graças ao rádio de polícia que tem em seu quarto, e dando conselhos aos policias sobre o que fazer... e geralmente ele está certo. Mas de repente sua pequena cidade é abalada por um assassinato terrível, e dessa vez é a polícia que vem atrás dele para fazer perguntas.

De uma hora para outra, Jacob e sua família, que só querem levar uma vida normal, estão diretamente sob os holofotes. Para sua mãe, Emma, esse é um lembrete brutal da intolerância que sempre ameaçou sua família. Para seu irmão, Theo, é mais uma indicação de que nada pode ser normal por causa de Jacob. E, sobre essas pessoas tão ligadas entre si, paira a dúvida que consome a todos: Será que Jacob cometeu homicídio?

Emocionalmente forte do início ao fim, Um Mundo à Parte é um livro que você não vai esquecer."


Esse livro traz três coisas que conseguem prender muito a minha atenção numa obra literária: suspense policial/investigativo; um tema delicado (autismo/Asperger) tratado com profundidade; e narração em primeira pessoa dividida em diferentes personagens para que possamos acompanhar a história sob diferentes perspectivas. Tais perspectivas são apresentadas por:


Emma - Mãe de Jacob e Theo. Seu ex marido, Henry, saiu de casa pouco depois que Jacob foi diagnosticado, acusando Emma de não dar atenção para mais nada na vida além do menino e alegando não ser capaz de lidar com a situação, cumprindo seus deveres de pai apenas com o cheque mensal da pensão e telefonemas esporádicos. Desde então, por cerca de 15 anos, ela lida sozinha com tudo, trabalhando em casa como colunista de um jornal para conseguir bancar todos os acompanhamentos e medicamentos dos quais Jacob necessita, bem como seguindo as regras que a situação do garoto lhe impõe, como a rotina rígida, a alimentação restrita (de ingredientes a cores), o controle de suas crises e ataques, e ainda tentando se lembrar a todo momento que possui outro filho e que, mesmo sendo neurotípico, ele também precisa de atenção e cuidados. Dizer que sua vida gira em torno de Jacob significa muito mais do que dizer que a vida de uma mãe "comum" gira em torno de seus filhos. Isso, para ela, é fato inquestionável ao ponto extremo.


Jacob - Jovem de 18 anos, portador da síndrome de Asperger. Entre tantas peculiaridades que são apresentadas sobre ele no livro, posso citar a aversão à cor laranja; o fato de seu guarda-roupa ser organizado por cores na ordem do arco-íris e as cores diferentes não poderem se tocar; o esquema de cores também entra na sua alimentação, sendo necessário que seu prato contenha apenas uma cor em cada dia da semana; ele já foi obcecado por cachorros, dinossauros e agora é obcecado por investigação forense; não perde um episódio de um seriado policial que passa todos os dias à tarde, mesmo que isso signifique ver o mesmo episódio por dezenas de vezes, e mantém cadernos com anotações sobre os casos apresentados no programa. Ele busca seguir regras de maneira sagrada; a rotina é de extrema importância para ele; quando algo o perturba e ele tem um ataque, duas formas de acalmá-lo são: pressionando seu corpo com firmeza (seja com o próprio corpo como Emma faz quando tais ataques acontecem na rua ou empilhando cobertores pesados em cima dele), e cantando uma música do Bob Marley. Quando ele não sabe o que dizer em um diálogo, ele costuma citar falas de filmes, um dos resultados de sua excelente capacidade de memorizar. Sua maior dificuldade está nas relações sociais, visto que ele não consegue olhar os outros nos olhos, iniciar uma interação, interpretar expressões das pessoas (tristeza, tédio, alegria...), nem entender sentimentos:
Eu sei o que é amor, mas apenas teoricamente. Não o sinto da mesma maneira como as outras pessoas sentem. Em vez disso, eu o disseco: Ah, minha mãe está me abraçando e dizendo como tem orgulho de mim. Ela está me oferecendo sua última batata frita, embora eu saiba que ela quer comer. Se p, então q. Se ela age dessa maneira, então ela deve me amar. (p.74) 
Ele também é extremamente literal, não conseguindo compreender metáforas, ironias ou perguntas/informações implícitas. 


Theo - Irmão de Jacob, adolescente de 15 anos que só queria ter uma família normal. Por vezes se sente culpado por imaginar como seria sua vida sem Jacob e até chegar a desejar que isso aconteça, mas não consegue deixar de ter tais pensamentos. Ele sempre se sentiu o irmão mais velho, apesar de ser o mais novo, por precisar ser compreensivo e ajudar a cuidar de Jacob. Se sente revoltado por nunca ser prioridade na vida da mãe e por não conseguir fazer amigos, uma vez que todos o vêem como "o irmão do retardado". Como uma forma de tentar fugir da realidade de sua casa, ele passa horas na rua e acabou se tornando voyer, espionando a casa e a rotina de outras pessoas para imaginar como sua vida poderia ser diferente. Essa prática acabou evoluindo e ele passou a invadir essas casas quando vazias para fazer um lanchinho, se imaginar como membro daquela família que ele vinha observando e levar algumas coisas da casa com ele, como um CD ou um jogo de vídeo game. 


Oliver - Um advogado jovem e inexperiente que mora em um cômodo desajeitado com seu poodle Thor. Por vezes ele demonstra estar perdido na carreira sem fazer a mínima ideia de como agir profissionalmente em situações corriqueiras de um profissional de direito, fazendo com que nós, leitores, até cheguemos a duvidar que ele de fato é formado na área - apesar dele citar algumas coisas sobre as aulas do curso em alguns momentos. Quando a bomba explode pra cima de Jacob e ele é acusado de homicídio, Emma aparece na porta de Oliver e o contrata para lidar com a situação.


Rich - Detetive responsável pela investigação do caso e também responsável pela apreensão de Jacob. Mora sozinho e tem uma filha de 8 anos, a quem por vezes deixa de dar atenção por conta de sua carreira, mas que não sai de sua cabeça a nenhum momento. Suas passagens são as menos profundas e mais descritivas, mas não impede que a gente perceba seu conflito em lidar com o caso: a moça morta que poderia ser sua filha VS o garoto Asperger com a mãe encantadora e que parece inocente demais para ter cometido tal atrocidade.


Por conta da dificuldade em manter interações sociais de Jacob, Emma contrata uma jovem pedagoga que está se especializando em Asperger como instrutora social do garoto. O papel dela é orientá-lo sobre a melhor forma de agir durante uma conversa (Jacob, quando tenta conversar com alguém, não tem muita noção do que deve ou não falar e costuma jogar inúmeras informações sobre seus assuntos favoritos para cima das pessoas, causando um monólogo científico desagradável sobre respingos de sangue em uma cena de crime, por exemplo), como interpretar sinais e expressões (faciais e metafóricas) das outras pessoas, sair com ele para locais públicos e incentivá-lo a "se virar" nessas situações, entre outras coisas. Como ele só consegue compreender relações e emoções de maneira lógica, ele julga que essa instrutora, Jess, é sua amiga, pois ela é uma pessoa com quem ele pode ficar à vontade e alguém que se interessa pelo que ele tem a dizer. O único problema entre eles é o namorado da moça, um desses caras bonitões e babacas que costuma aparecer nos encontros dos dois em alguns momentos e trata Jacob como um retardado.

Um dia, em um dos encontros instrucionais de Jacob numa pizzaria, o namorado de Jess estava junto e a situação acabou evoluindo para uma grande discussão. Jess brigou com o namorado, que saiu primeiro do estabelecimento, e depois brigou com Jacob, deixando o garoto lá sozinho. Alguns dias depois, Jacob segue sua rotina normalmente e vai ao encontro de Jess para sua sessão, mesmo estando sem falar com ela desde a briga na pizzaria. Não sabemos o que acontece na casa da moça quando ele está lá, só sabemos que Jacob volta para casa em uma de suas piores crises, ficando por muito tempo em estado catatônico depois do ataque e, no outro dia, o namorado de Jess denuncia o desaparecimento da garota.

Em relação ao mistério envolvendo o que houve com Jess, visualizei e descobri a verdade nas primeiras pistas, o que aconteceu antes da página 200. Mas mesmo assim, pela forma como tudo é narrado ao decorrer da história (especialmente por Jacob), por vezes me vi balançando sobre essa certeza. De qualquer forma, o ponto alto do livro não é a investigação do mistério, e sim a profundidade com a qual o Asperger é apresentado. Os capítulos onde Jacob é o narrador são fantásticos!!! E várias passagens de Emma e Theo, família de Jacob, me fizeram refletir demais sobre essa condição e o tipo de vida que acabam levando.


Abaixo, apresento uns trechos narrados por eles para dar aquela aguçada na curiosidade e para dar força ao meu argumento sobre a profundidade com a qual a autora lida com o tema.


Por Theo:

"Eu não sou santo. Tem horas que faço coisas para irritar Jacob, porque isso é muito fácil. [...] Mas sempre acabo me sentindo mal pela minha mãe, que geralmente é quem paga o pato pelas crises de Jacob. Às vezes a ouço chorando, quando ela acha que eu e Jacob estamos dormindo. E então lembro que ela também não escolheu esse tipo de vida.

Por isso eu colaboro. Sou eu que tiro Jacob fisicamente de uma conversa quando ele começa a ser intenso demais e assustar as pessoas. Sou eu que digo a ele para parar de bater os braços quando ele fica nervoso no ônibus, porque isso o faz parecer um maluco total.[...] Em outras palavras, eu ajo como o irmão mais velho, mesmo não sendo. E, nas horas em que acho que isso não é justo, quando meu sangue parece ferver como lava, eu saio de perto.[...]

É o que estou fazendo esta tarde, depois que meu irmão resolveu me escalar como o assassino em sua simulação de cena de crime. Vou ser sincero: não foi por ele ter pegado meu tênis sem pedir nem por ter roubado cabelo da minha escova (o que, francamente, é sinistro no nível de O Silêncio dos Inocentes). Foi porque, quando vi Jacob na cozinha com aquele sangue de xarope de milho e todas as evidências apontando para mim, por um milésimo de segundo pensei: Quem dera." (p.21)

***

"Naquele dia em que Jacob  tinha que fazer um amigo como lição de casa, as duas menininhas que ele havia conhecido na caixa de areia precisaram ir embora. Elas saíram correndo sem dizer tchau e deixaram meu irmão de treze anos sozinho, cavando na areia.

Tive medo de olhar para minha mãe outra vez. Então, em vez disso, fui até a caixa de areia e sentei na borda. Meus joelhos chegavam até o queixo, eu era grande demais para aquele espaço. Era muito doido ver meu irmão espremido ali dentro. Peguei uma pedra e comecei a raspar a areia com ela.

— O que você está procurando? — perguntei.

— Alossauro — Jacob respondeu.

— Como vamos saber se encontramos um?

O rosto de Jacob se iluminou.

— Bom, suas vértebras e seu crânio são tão pesadas como os de outros dinossauros. Isso é o que o nome significa: lagarto diferente.

Imaginei qualquer garoto da idade de Jacob vendo-o brincar de paleontólogo em uma caixa de areia e me perguntei se ele um dia teria um amigo.

— Theo — ele sussurrou de repente. —, você sabe que não vamos realmente encontrar alossauros aqui, não é?

— É, eu sei. — Eu ri. — Mas, se encontrássemos, ia ser uma notícia e tanto, hein?

— Os furgões dos noticiários iam vir — Jacob disse.

— Que noticiários, que nada! A gente ia aparecer na Oprah — eu disse a ele. — Dois garotos que encontraram um esqueleto de dinossauro em uma caixa de areia. Podíamos acabar até em uma caixa de cereais matinais.

— Os fabulosos irmãos Hunt — Jacob sorriu. — É assim que iam nos chamar.

— Os fabulosos irmãos Hunt — repeti, enquanto observava Jacob cavar até o fundo com a sua pá. E me perguntei quanto tempo iria demorar até eu ficar mais velho que ele." (p.236)


Por Emma:


"— Já falei com o sr. Thornton. Jacob, você não pode ficar empurrando os professores.

— Foi ele que começou.

— Ele não empurrou você!

— Não, mas ele disse: 'Jacob, meu filho de três anos escreve melhor do que isso'. E você sempre diz que, quando alguém fizer piada comigo, eu tenho que me defender.

A verdade é que eu disse mesmo isso a Jacob. E há uma parte de mim se alegrando por ele ter iniciado uma interação com outro ser humano, em vez do contrário - ainda que a interação não tenha sido socialmente apropriada.

O mundo, para Jacob, é verdadeiramente preto e branco. Uma vez, quando ele era menor, o professor de ginástica telefonou porque Jacob teve uma crise durante um jogo de queimada, quando uma criança jogou a grande bola vermelha nele para eliminá-lo. 'Não se deve jogar coisas nas pessoas', Jacob explicou, chorando. 'É uma regra!'

Por que uma regra que funcionaria em uma situação não deveria funcionar em outra? Se alguém metido à besta o provoca e eu lhe digo que é certo revidar - porque às vezes essa é a única maneira de fazer esses garotos o deixarem em paz -, por que ele não deveria fazer o mesmo com um professor que o humilha em público?

— Professores merecem respeito — explico.

— Por que eles merecem de graça se todas as outras pessoas têm de fazer por merecer?

Eu pisco diante dele, sem saber o que dizer. 'Porque o mundo não é justo', penso, mas Jacob já sabe disso melhor do que a maioria de nós." (p.86)

***

"Uma vez, Jacob me disse que podia ouvir plantas morrendo. 'Elas gritam', ele disse. Achei que isso certamente era ridículo, até que conversei com a dra. Murano a respeito. Pessoas com Asperger, ela explicou, têm sensações que não podemos sequer imaginar. Sons e visões que nós conseguimos filtrar estão constantemente bombardeando o cérebro delas, e é por isso que, às vezes, parece que elas estão isoladas em seu próprio mundinho. Mas não estão, disse ela. Elas estão no nosso mundo, porém mais sintonizadas nele do que nós jamais estaremos.

Fui para casa naquele dia e procurei sobre morte de plantas na internet. Descobri que plantas sob estresse emitem gás etileno e que cientistas na Alemanha criaram um aparelho que mede a energia dessas moléculas como vibrações - ou sons.

Agora eu me pergunto se não acaba se tornando cansativo ser testemunha do último suspiro da natureza. Se não são apenas plantas que meu filho ouve, mas também o ranger de dentes de um oceano bravio. Um nascer do sol tímido. Um coração partido." (p.530)

Por Jacob:

"Quando eu era pequeno, convenci meu irmão de que eu tinha superpoderes. Por que outro motivo eu seria capaz de ouvir o que nossa mãe estava fazendo lá em cima quando estávamos no andar de baixo? Por que não dizer que a razão de as lâmpadas fluorescentes me deixarem tonto era minha hipersensibilidade à luz? Quando eu perdia alguma pergunta que Theo me fazia, dizia a ele que era porque eu podia ouvir tantas conversas e sons de fundo ao mesmo tempo que, às vezes, era difícil focar em apenas um som por vez.

Por um tempo, isso funcionou. Depois meu irmão descobriu que eu não era dotado de percepção extrassensorial. Eu era apenas estranho.

Ter Asperger é como ter o volume da vida no máximo o tempo todo. [...] Sabe todas essas crianças autistas que você vê batendo a cabeça na parede? Elas não fazem isso porque são loucas. Fazem isso porque o resto do mundo é tão barulhento que chega a doer, e elas estão tentando se livrar dessa sensação.

E não é só a visão e o som que parecem ampliados. Minha pele é tão sensível que identifico se a camisa é de algodão ou poliéster só pela sua temperatura em minhas costas. Tenho que cortar todas as etiquetas das roupas para que não fiquem roçando minha pele, porque elas parecem ásperas como lixa. Se alguém me toca quando não estou esperando, eu grito. Não é de medo, mas porque às vezes parece que minhas terminações nervosas estão do lado de fora do corpo, e não dentro.

E não é só meu corpo que é hipersensível: minha mente está quase sempre em ritmo acelerado.[...]

Se eu faço um elogio, não é porque essa é a coisa certa a dizer, mas porque é verdade. Mesmo a linguagem rotineira não vem com facilidade para mim. Se você disser obrigado, tenho que remexer o banco de dados de meu cérebro para encontrar o de nada. Não consigo conversar sobre o tempo só para preencher o silêncio. Fico continuamente pensando: isso é tão falso. Se você estiver errado em algo, eu o corrijo; não porque quero fazê-lo se sentir mal (na verdade, nem sequer estou pensando em você), mas porque fatos são muito importantes para mim, mais importantes que pessoas.

Ninguém jamais pergunta ao Super-Homem se a visão de raio X é um saco; se ele enjoa de olhar para prédios de tijolos e ver homens batendo nas esposas, ou mulheres solitárias se consumindo, ou fracassados surfando por sites de pornografia. Ninguém jamais pergunta ao Homem Aranha se ele tem vertigem. Se seus superpoderes forem um pouco como os meus, não é de espantar que eles estejam sempre se pondo em perigo. Provavelmente contam com a esperança de uma morte rápida." (p.315-316)


Além de todo o desenvolvimento sobre o Asperger, as informações que obtemos sobre investigação forense e questões judiciais (visto que Jacob precisa enfrentar um julgamento) também são quase impecáveis. Fiquei até com uma vontade mista de assistir CSI e Law & Order.

Comprei o livro por acaso, por indicação de uma moça na livraria, e ele me conquistou da primeira à última página. Por conter a investigação policial no meio, não posso falar muito sobre a história em si para evitar entregar o jogo, mas esse vai ser um dos livros que vou, com certeza, sair indicando para os amiguinhos. Fazia alguns meses que uma leitura não conseguia me envolver tanto!

Agora, sobre a edição eu tenho algumas reclamações. Tenho outro livros da editora Verus que apresentam falta de travessão e uma impressão meio falhada, mas o meu exemplar de Um Mundo à Parte tem um página com uma falha de impressão bem grandinha, impedindo a leitura das primeiras palavras da página. As 30 primeiras folhas também estão quase soltas por completo, e eu sou daquelas neuróticas que toma o maior cuidado do mundo na hora de manusear os livros. Também achei meio desnecessário ficar mudando fonte de um capítulo para o outro, apesar de perceber um padrão de fontes para diferentes personagens. O conteúdo compensou demais, mas o físico do livro é bem capenga se tratando de uma edição que custa mais de 40 reais.

Enfim, Jacob e Theo me causaram uma boa ressaca literária!
Está difícil sair do mundo deles para começar uma nova viagem em outra história...

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